segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Concepção de Número

Os povos primitivos fornecem uma notável comprovação de que não alcançaram o grau de evolução suficiente para contar com os dedos e que estão quase completamente desprovidos de toda noção de número. Os habitantes da selva da África do Sul não possuem outras palavras numéricas além de um, dois e muitos, e ainda essas palavras estão tão desvinculadas que se pode duvidar que os indígenas lhes atribuíssem um sentido bem claro.
Não há razões para crer que nossos antepassados estivessem bem equipados, já que todas as linguagens europeias apresentam traços destas antigas limitações: a palavra inglesa thrice, do mesmo modo que a palavra latina ter, possui dois sentidos: "três vezes" e "muito". Há evidente conexão entre as palavras latinas tres (três) e trans (mais além). O mesmo acontece no francês: trois (três) e très (muito).

No desenvolvimento dos nossos ancestrais pelo estado mental das tribos selvagens atuais, concluímos que sua iniciação matemática foi extremamente modesta. Um sentido rudimentar de número, de alcance não maior que o de certos pássaros, foi o núcleo do qual nasceu nossa concepção de número. Reduzido à percepção direta do número, o homem não teria avançado muito. Através de uma série de circunstâncias, o homem aprendeu a completar sua percepção limitada de número com um artifício que estava destinado a ter influência em sua vida futura. Esse artifício é a operação de contar, e é a ele que devemos o progresso da humanidade.
Palavras que representam números em algumas línguas indo-europeias:
Nº
Grego arcaico
Latim
Alemão
Inglês
Francês
Russo
1
en
unus
eins
one
un
odyn
2
duo
duo
zwei
two
deux
dva
3
tri
tres
drei
three
trois
tri
4
tetra
quatuor
vier
four
quatre
chetyre
5
pente
quinque
fünf
five
cinq
piat
6
hex
sex
sechs
six
six
chest
7
hepta
septem
sieben
seven
sept
sem
8
octo
octo
acht
eight
huit
vosem
9
ennea
novem
neun
nine
neuf
deviat
10
deca
decem
zehn
ten
dix
desiat
100
hecaton
centum
hundert
hundred
cent
sto
1000
xilia
mille
tausend
thousand
mille
tysiatsa



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014


O sentido do Número

Nas épocas da evolução humana, mesmo nas mais atrasadas, encontra-se no homem o sentido do número.
O sentido do número, em sua significação primitiva e no seu papel, não se confunde com a capacidade de contar, que exige um fenômeno mental mais complicado. Se contar é um atributo exclusivamente humano, algumas espécies de animais parecem possuir um sentido rudimentar do número. Assim opinam os observadores competentes dos costumes dos animais. Muitos pássaros têm o sentido do número. Se um ninho contém quatro ovos, pode-se tirar um sem que nada ocorra, mas o pássaro provavelmente abandonará o ninho se faltarem dois ovos. De alguma forma inexplicável, ele pode distinguir dois de três.

As espécies zoológicas com sentido do número são muito poucas (nem mesmo incluem os monos e outros mamíferos). E a percepção de quantidade numérica nos animais é de tão limitado alcance que se pode desprezá-la. Contudo, isso ocorre também no homem. Na prática, quando o homem civilizado precisa distinguir um número ao qual não está habituado, usa conscientemente ou não, artifícios tais como a comparação, o agrupamento ou a ação de contar. Essa última, especialmente, se tornou parte tão integrante de nossa estrutura mental que os testes sobre nossa percepção numérica direta resultaram decepcionantes. Essas provas concluem que o sentido visual direto do número possuído pelo homem civilizado raras vezes ultrapassa o número quatro, e que o sentido tátil é ainda mais limitado.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

História dos Números

A noção de número e suas generalizações estão intimamente ligadas à história da humanidade. E a própria vida está impregnada de matemática: grande parte das comparações que o homem formula, assim como atitudes cotidianas, aludem conscientemente ou não a juízos aritméticos e propriedades geométricas. Sem esquecer que muitos aspectos nos colocam em permanente contato com o mundo da matemática, como a ciência, a indústria e o comércio.
No desenvolvimento dos nossos ancestrais pelo estado mental das tribos selvagens atuais, é impossível deixar de concluir que sua iniciação matemática foi extremamente modesta. Um sentido rudimentar de número, de alcance não maior que o de certos pássaros, foi o núcleo do qual nasceu nossa concepção de número. Reduzido à percepção direta do número, o homem não teria avançado muito. Todavia, através de uma série de circunstâncias, o homem aprendeu a completar sua percepção limitada de número com um artifício que estava destinado a exercer influência extraordinária em sua vida futura. Esse artifício é a operação de contar, e é a ele que devemos o progresso da humanidade.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Apresentação

  Este Blog foi feito para mostrar a matemática no mundo e seus efeitos no nosso cotidiano. Espero que esse blog ajude-os a perceber como a matemática foi se criando, percebendo sua evolução e como essa trajetória nos ajuda nos dias de hoje, ajudando com a tecnologia e outros avanços importantes.